quinta-feira, 12 de abril de 2012


A influência da cultura punk no vestuário contemporâneo

     A roupa reflete as atitudes e os comportamentos de uma era e faz parte de um sistema que denominamos moda. As duas maiores influências sobre a moda contemporânea vieram dos motociclistas, nos anos 1950, e dos punks, nos anos 1970, e têm como grande traço comum a sua visceralidade.

    Enquanto os motociclistas trouxeram a visão de liberdade, de poder percorrer a vida pelas estradas que cada um escolher, os punks expressaram seu brutal inconformismo com o consumismo e sua falta de esperança no futuro. O fio que une essas duas culturas se materializa na jaqueta de couro negro, que até hoje permanece como peça referencial do vestuário de quem quer compor um visual rebelde e perturbador.

    O punk é uma cultura de visão absolutamente contemporânea e faz uma síntese tão bem desenhada dos grupos urbanos que permanece vivo até hoje e praticamente consegue se eternizar. É uma cultura totalmente aceita pela sociedade atual e possui uma estética muito bem resolvida, de forma que até mesmo um tailleur Chanel acaba se adaptando à sua linguagem. Sua influência sobre a indumentária é tão extensa que, no momento em que estamos usando uma bota, jeans detonados, roupas e acessórios de metal, piercings, cabelos raspados ou espetados, estamos nos servindo do que  é manifestamente oriundo da cultura punk.

    Lá se vão quase 30 anos desde o início do movimento punk na Inglaterra, e desde que Vivienne Westwood capturou as tendências de comportamento dos jovens operários ingleses desempregados e as materializou, junto com Malcom McLaren, numa coleção que surpreendeu o mundo, se desenvolvendo nos anos seguintes.

    Rendeu à estilista o título de Rainha Punk e, coroando sua carreira, a única exposição de moda na história do museu Victoria & Albert, em Londres, em 2004.

    Ao longo dos anos, diversos estilistas tomaram o punk assumidamente como referência para criação de suas coleções, dentre eles Jean-Paul Gaultier e Versace, nos anos 1990. Aqui no Brasil, a Ellus teve o punk dos anos 1970 como tema de sua coleção no Morumbi Fashion de 2000, enquanto o estilista Alexandre Herchovitch fez sua leitura do movimento, misturada ao rock e ao country, apresentando ao país os vaqueiros punks na São Paulo Fashion Week de 2001.

    O punk é uma referência identificada por marcas e estilistas famosos que permeia nossa moda até os dias de hoje.

    Os punks conseguiram de um modo inequivocamente feliz (com o perdão do trocadilho) colocar nas roupas a sua atitude em relação à grande tragédia urbana que vivemos. Dentro da história da indumentária mais recente, ou até mesmo da história do século 20, não houve um grupo social que tenha tido uma estética tão forte e tão trágica, de tal forma que a estética punk é bem mais forte que a música punk.

    Enquanto a música teve uma grande força na década de 1980, a estética punk continua forte, influenciando a indumentária em quase todos os seus itens, como por exemplo nas bolsas, que nos últimos três anos têm correntes e metais como principal elemento de seu estilo.

    O punk é denúncia do consumismo e reflete a falta de esperança dos jovens, o medo do futuro e a tragédia do planeta. Pode-se dizer que é de certa forma a continuação da cultura hippie, no que diz respeito à denúncia do consumismo. Mas para os hippies essa denúncia veio com alegria, esperança e romantismo, naquilo que ficou conhecido como “make love not war”. Ali se fazia o amor e se usavam roupas leves, naturais, coloridas e floridas.

    No punk, “não há esperança, é o movimento”. E isso se traduz no abandono quase total das cores – ficaram o preto e o branco, em modelos simples e clássicos de corte tradicional, mas com rasgos intencionais e buracos planejados, num toque de degenerescência, decadência e mendicância que pode ser facilmente encontrado na grande maioria das roupas atuais.

    Repete-se assim, mais uma vez, um ciclo bastante normal na história da indumentária: os modismos de ponta, que sempre começam nos grupos marginais, vão pouco a pouco sendo absorvidos pela sociedade tradicional, que não quer se mostrar “careta”, mas sim integrada ao mundo.

    Então, da mesma forma que num ciclo anterior o rock and roll oriundo da música negra viu em Elvis Presley um dos seus expoentes máximos, a estética punk, com seus piercings, roupas de couro, silhueta justa e despojada e roupa rasgada, pelo uso ou pela violência em comprar uma roupa nova e rasgá-la, passa a ser aceita e incorporada pela sociedade. A estética que foge dos artifícios do belo é moda.

segunda-feira, 9 de abril de 2012


Tipos de Saias


Saia Lápis- Indicado para as magrinhas

A saia lápis têm o corte reto e fica bem ajustada no corpo. Por ser coladinha no corpo, marca a silhueta, e justamente por isso mesmo não é indicada para mulheres de quadris largos e com gordurinhas. Já para as magrinhas é uma ótima pedida, pois mesmo quem não tiver a cintura definida, a saia se ajusta a silhueta e dá a impressão de curvas. Mas se você que tem curvas e quer usar, pode usar com um casaco de tricô que cubra o quadril, ou também um cardigã comprido. Aproveite que estamos no inverno e abuse!





Saia Godê - Todos os tipos de corpos

A saia godê é um clássico no guarda- roupa das mulheres, por ser fácil de usar e caí bem em praticamente todos os tipos de corpos. Ela tem um caimento franzido e que dá volume na parte de baixo do corpo.  Se você tem as pernas finas o melhor é a sai godê com um comprimento mais curto. Para dar sensação de mais volume das pernas use com uma meia calça, (ou colorida ou estampada). Já, se você tem a perna grossa, use a saia godê com um comprimento não muito curto, que fique entre a coxa e o joelho. De preverência, cores mais escuras. Para alongar e afinar as pernas use com meia calça escura também.


Saia Bandage - Mulheres com poucas curvas

A saia bandage era um hit dos anos 80, e voltou a ser tendência agora. Ela fica super coladinha no corpo e mostra todas as curvas. Mas essa moda não é fácil de usar, pois a mulher tem quer ter poucas curvas para usar e não ficar muito vulgar. Se você tem curvas e não quer chamar muito atenção, você pode usar ela mais comprida e em cores sóbrias e para ficar ainda mais alongada use com meia calça escura.



Saia Evasê - para corpos mais cheinhos

A saia evasê é um modelo mais larguinho e ajuda a disfarçar as medias extras, desenhando a silhueta. Pra quem tem pernas e coxas grossas pode abusar desse modelo de saia pois é perfeito pra quem tem esse tipo de corpo. Se você é magrinha, também não impede de usar tá?! você como é magra pode abusar desse modelo também. Estampado é a melhor opção!



Saia Balonê- indicado para mulheres com forma retagulares, cintura fina e altas.

O modelo balonê é mais complicado de se vestir. Por ter um volume na parte de baixo da saia, ela tem de aumentar o volume de baixo do corpo e achatando as mulheres mais baixas. Por isso, mulheres com pernas, coxas grossas e baixinhas, evitem a saia balonê. Se você quiser usar, fica lindo com uma regata larginha, ou uma T-shirt.




Saia Tulipa - mulheres com pouco quadril.

O modelo saia tulipa é um modelo que é marcado na cintura depois tem um volume e é estreita na barra. Mulheres com seios fartos, e com barriguinha, devem evitar, pois o modelo tem de evidenciar ainda mais esses pontos. Quem tem penas e coxas grossas devem tomar cuidado também. O ideal é usar essa saia com uma meia calça de cor escura, para dar uma alongada na silhueta.


Essa postagem é do blogger: http://flordelisgaby.blogspot.com.br